Vamos começar definindo Psicologia Analítica... que é o método de compreensão da psique. Quem assim a definiu foi Carl Gustav Jung, esse carinha fofo da imagem abaixo..😍... foi a forma pessoal dele enxergar e interpretar o fenômeno do homem.
Vamos esclarecer alguns detalhes antes de continuarmos nosso post.... tivemos uma palestra maravilhosa com o professor/psicólogo Samuel Bueno. Ele abordou, obviamente 😜 , a Psicologia Analítica de Jung. Que assim como todas as outras abordagens da Psicologia demanda textos extensos, enfim, vocês sabem que esta não é nossa intenção, mas sim, trazer tópicos que nos permitam reflexões.
Desta forma, vamos elencar recortes da palestra do Prof./psicólogo Samuel... recortes para a reflexão...
Vamos lá...
Começaremos com a pergunta: Mas, quem foi Carl Gustav Jung?!...
Suíço, nascido em 1875, foi uma criança solitária. Filho de pais separados, viveu com uma tia idosa por um tempo. Seus interesses acadêmicos variavam entre história, filosofia e ciências biológicas. Por questões financeiras não conseguiu cursar Arqueologia como desejava. Contudo, a posteriori, em Medicina opta por se especializar em Psiquiatria. Porque?! Pois, tinha esperança em conciliar seus interesses das áreas humanas com sua profissão.
Nooossaaaa... esse parágrafo anterior, apesar de ser um parágrafo ficou meio em tópicos neh?!... mas, tudo bem... foi apenas para que vocês tivessem uma ideia de Jung...
Continuando...
Jung teve um "amigo" ilustre. Nada mais, nada menos que Sigmund Freud, o pai da Psicanálise. Inicialmente, comunicavam-se por cartas. Quando se encontraram passaram 13 horas, ininterruptas, conversando... Entre uma conversa e outra (ops...não acreditamos que tenha sido entre uma conversa e outra, mas sim uma conversa apenas, a psique...) eles apresentaram suas ideias sobre o funcionamento psiquico e, já discordaram sobre o funcionamento religioso e o caráter sexual que Freud dava as pulsões e a libido.
Geeenteeee... para tudo...apenas, para imaginarmos como não foi essa conversa?!!..😱...
A amizade durou pouco, apenas seis/sete anos. Isso, graças a tantas divergências teóricas. Daí, quando Jung publicou seu texto "Metamorfose e símbolos da libido", foi a gota d`água para acabar com qualquer vínculo entre eles.
Pausa para um outro questionamento: Mesmo com tantos pensamentos divergentes não poderiam apenas sentar para um diálogo básico?!...mas, enfim...
Voltando ao texto de Jung, "Metamorfose e símbolos da libido" apenas para pincelar os conceitos apresentados no mesmo, que foram: a existência de um inconsciente coletivo; energia psíquica era indiferenciada; abandonando finalmente a teoria sexual de Freud.
O fim da amizade trouxe a Jung uma profunda depressão. Afinal, não apenas Freud o deixa mas também os seguidores de Freud. Jung então se viu sozinho em um período intenso de produção de seu inconsciente.
Mas, contudo, porém, todavia... "há males que vem para o bem" (rsrs), se assim podemos dizer. Afinal, foi nesse momento que Jung produz seu último trabalho, o Livro Vermelho. Durante este período também que ele fundamentou sua teoria. E, por fim, reuniu todo o material recolhido transcrevendo-os naquilo que chamou de Psicologia Analítica, sua forma pessoal de enxergar e interpretar o fenômeno do homem.
Vamos a alguns tópicos de Jung...
"A psique (psiquismo humano) é formada por: consciente, inconsciente pessoal e inconsciente coletivo."
Inconsciente Pessoal
O inconsciente pessoal é o reservatório de todo material que já foi consciente, porém, foi esquecido ou reprimido. Tudo aquilo que o ego não suporta é transferido da consciência para o inconsciente pessoal. Ele desempenha um papel de fundamental importância na produção dos sonhos.
Inconsciente Coletivo
Substrato comum a todos. É toda herança de evolução da humanidade, nascida novamente na estrutura cerebral de cada ser humano. São as predisposições que experimentamos e nos fazem responder ao mundo, tal como nossos antepassados.
Arquétipos
Persona:
São as máscaras sociais. É tudo aquilo que mostramos publicamente. A persona é a parte de nossa personalidade que atende as exigências sociais. Geralmente, está relacionado com o papel que desempenhamos profissionalmente, ao gênero, à nossa classe social, entre outros.
Segundo Jung, é importante que essa persona do mundo público não seja exatamente igual a pessoa que somos no nosso mundo privado. Ou seja, não é saudável trazermos para nossa vida particular todas as características da persona, todas as exigências da vida social, ou acabamos nos afastando da nossa individualidade.
Mas, vale ressaltar, que não podemos abandonar por completo as exigências que permeiam nossa vida social. É de suma importância os vínculos que criamos na sociedade. Sendo assim, o que vale mesmo é encontrar o equilíbrio entre o que sou realmente e o que a sociedade espera de mim.
Sombra:
A sombra é o arquétipo que envolve todos os aspectos contidos em nossa personalidade. O que recusamos reconhecer, é o conteúdo de todas aquelas tendências que julgamos ser inaceitáveis. "A sombra é uma imagem do ego, visto que os conteúdos pertencem a pessoa, apenas não foram assimilados, o conteúdo não desaparece, fica na sombra."
Vamos esclarecer que a sombra também possui aspectos construtivos e criativos que auxiliam a nossa personalidade.
Nosso palestrante, prof. Samuel, destacou que de acordo com o pensamento junguiano, para sermos inteiros precisamos nos esforçar para conhecer a nossa sombra. O desconhecimento de si mesmo pode levar o indivíduo a uma posição de prisioneiro de sua própria sombra. Vivendo assim, uma vida de tristezas, com desconfianças e descrenças a respeito de sua própria vida.
Anima:
É o lado feminino do homem. São os aspectos femininos que configuram uma parte do inconsciente coletivo do homem. A anima é o lado emocional e sensível do masculino. Na realidade, poucos homens se sentem confortáveis em reconhecer o seu lado feminino.
Animus:
É o lado masculino da mulher. São os aspectos masculinos que configuram uma parte do inconsciente coletivo da mulher. A anima é o lado racional do feminino. É o resultado de todas as experiências que nossas ancestrais femininas tiveram com seus pais, irmãos, parceiros, filhos, originando assim em uma imagem generalizada do homem.
Assim como a Anima influencia o homem, podemos concluir que as mulheres também enxergam seus parceiros não como eles são, mas sim, segundo o Animus.
Sonhos
Para Jung, os sonhos não disfarçam seu conteúdo, ao contrário do que pensava Freud, que tinha os sonhos como expressão dos desejos proibidos ocultos. Segundo Jung, os sonhos "nos mostram a verdade natural e sem verniz."
Bom... não podemos dizer que, mesmo sendo recortes de uma palestra com algumas de nossas "pitadas", não há reflexão... pois, há sim muitos pontos meio que já sei...já ouvi dizer... nooossaaa é isso mesmo...enfim, se suas sensações são essas nosso post alcançou o objetivo 😀... a reflexão!!!..
Bjoosss..😘 e até a próxima!!!
Camila e Eliana





























