Olá....
Tudo bem com vocês?!...😍
Hoje, faremos um breve "passeio" pela teoria comportamental. Mais, especificamente, pelo filme Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick, onde a teoria comportamental protagoniza...
Vamos lá...
No filme, o protagonista Alex, é um jovem de classe média, mimado e de
personalidade forte, que pratica, juntamente a um grupo de amigos, ao qual é líder,
atitudes como espancamentos, assaltos, estupros e até assassinato. Este último
acaba por levá-lo à prisão. Vale a ressalva, de que não apenas o assassinato em
si, mas também a armação de seus “amigos” que reivindicaram, por vezes, a
liderança do grupo.
Enfim... uma vez preso, Alex
queria a liberdade. Vê-se então, numa oportunidade de um novo programa do
governo, que busca reeducar os presos para não fazerem mais maldades, esta tão
almejada libertação.
Pois bem, no programa do
governo, Alex será submetido a um tratamento, técnica Ludovico, que ilustra o
condicionamento respondente da teoria behaviorista. Irão criar em Alex uma
“aversão” à violência. Para tal, injetam nele uma substância
que causa náuseas.
Durante o efeito desta substância, eles forçam Alex a ficar assistindo
a cenas de violência e sexo de todas as formas. Ao final do processo ele não
consegue ver ou participar de sexo e violência sem sentir náuseas/enjoos.
Reafirmando, esta ação é
baseada na teoria behaviorista do “condicionamento respondente”. Ou seja, o
estimulo incondicionado são os medicamentos, que terão como resposta as
náuseas. Já o estimulo condicionado é o filme. Uma vez que as cenas de
violência apresentadas no filme tiveram por função, provocar a resposta reflexa
de náusea.
Ficou claro?!!!....😜...
O objetivo do experimento era
que Alex, quando engajado ou presenciando comportamento violento, se sentisse
mal. Alex acaba criando uma aversão à violência.
Só uma ênfase... Alex não
deixou de ser mal, ele apenas foi impedido, através do condicionamento, de ser
ele mesmo.
O tratamento não foi
duradouro. Com o tempo, Alex não respondia mais com “aversão” à violência. Essa
durabilidade limitada é proveniente da falta de reforço. Ou seja, o
condicionamento precisa ser reforçado. De tempos em tempos, Alex necessitaria
dos medicamentos, bem como, assistir aos filmes.
Uma vez que o reforço a este
condicionamento não estava acontecendo, seu cérebro não mais associava aquela
situação aos enjoos, resposta ao estimulo condicionado que é o filme.
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Após elucidar a associação do
fictício método Ludovico à teoria behaviorista, mais especificamente no
metodológico de Watson e, no radical de Skinner, nos permitiremos algumas
observações proficientes ao assunto.... vocês irão gostar 😛...
É sabido que o filme Laranja
Mecânica é baseado no livro de mesmo nome, do autor Anthony Burguess, que o
publicou em 1962. Burguess era católico e acreditava muito na teoria de Santo
Agostinho, a questão do livre arbítrio.
Skinner não acreditava no
livre arbítrio, o que ele chamava de “homem autônomo”. Para ele, é o que as
pessoas não conhecem e não conseguem explicar cientificamente. Aponta ainda,
que se prestarmos atenção no ambiente, vamos conseguir explicar o
comportamento.
Acreditar no livre arbítrio
como Burguess ou não acreditar como Skinner não é o caso neste momento. Mas sim,
apontar que Skinner certamente não concordaria com o fictício método Ludovico,
de influência behaviorista. Sua negação seria proveniente da não aprovação da
punição, pois pode gerar efeitos indesejáveis.
Para Skinner, no caso do
“delinquente” nós precisamos olhar para o ambiente, verificar o que está
causando aquele comportamento indesejável.... interessante neh?!
Voltando ao protagonista Alex,
submetido ao fictício método Ludovico, pode-se apontar que o tratamento não foi
eficaz a longo prazo por não tratar a causa de suas ações violentas.
Talvez a verificação, o olhar
para o ambiente, como apontado por Skinner, fosse capaz de promover estimulo e
resposta mais profícuas ao comportamento de Alex.
Afinal, a relação entre a
teoria comportamental e o filme, está justamente no ambiente que, num primeiro
momento era propício e favorável ao protagonista. Dentro de sua família e de
seu circulo de amizades, ele era o “alpha” ... liderava, manipulava... sendo
assim, podia expressar seus instintos e quem ele era de verdade.
Posteriormente, com sua
prisão, passa a ser condicionado. Ele passa a ser o “manipulado”, a parte mais
frágil da relação. A esse novo ambiente, ele precisa se adaptar e ter atitudes
que atendam aos resultados esperados.
Depois disso, com uma
tentativa, frustrada, de suicídio, ele passa a ter, novamente, o controle da
situação. O ambiente volta a ser propicio aos seus instintos, o que traz à tona
o sentimento de prazer em suas atitudes “perversas” ... em seu comportamento...
Fontes: