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terça-feira, 17 de março de 2020

Teoria Comportamental "protagonizando" Laranja Mecânica


Olá.... 

Tudo bem com vocês?!...😍

Hoje, faremos um breve "passeio" pela teoria comportamental. Mais, especificamente, pelo filme Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick, onde a teoria comportamental protagoniza...

Vamos lá...

No filme, o protagonista Alex, é um jovem de classe média, mimado e de personalidade forte, que pratica, juntamente a um grupo de amigos, ao qual é líder, atitudes como espancamentos, assaltos, estupros e até assassinato. Este último acaba por levá-lo à prisão. Vale a ressalva, de que não apenas o assassinato em si, mas também a armação de seus “amigos” que reivindicaram, por vezes, a liderança do grupo.

Enfim... uma vez preso, Alex queria a liberdade. Vê-se então, numa oportunidade de um novo programa do governo, que busca reeducar os presos para não fazerem mais maldades, esta tão almejada libertação.

Pois bem, no programa do governo, Alex será submetido a um tratamento, técnica Ludovico, que ilustra o condicionamento respondente da teoria behaviorista. Irão criar em Alex uma “aversão” à violência. Para tal, injetam nele uma substância que causa náuseas.

Durante o efeito desta substância, eles forçam Alex a ficar assistindo a cenas de violência e sexo de todas as formas. Ao final do processo ele não consegue ver ou participar de sexo e violência sem sentir náuseas/enjoos.

Reafirmando, esta ação é baseada na teoria behaviorista do “condicionamento respondente”. Ou seja, o estimulo incondicionado são os medicamentos, que terão como resposta as náuseas. Já o estimulo condicionado é o filme. Uma vez que as cenas de violência apresentadas no filme tiveram por função, provocar a resposta reflexa de náusea.

Ficou claro?!!!....😜...

O objetivo do experimento era que Alex, quando engajado ou presenciando comportamento violento, se sentisse mal. Alex acaba criando uma aversão à violência. 

Só uma ênfase... Alex não deixou de ser mal, ele apenas foi impedido, através do condicionamento, de ser ele mesmo.

O tratamento não foi duradouro. Com o tempo, Alex não respondia mais com “aversão” à violência. Essa durabilidade limitada é proveniente da falta de reforço. Ou seja, o condicionamento precisa ser reforçado. De tempos em tempos, Alex necessitaria dos medicamentos, bem como, assistir aos filmes.

Uma vez que o reforço a este condicionamento não estava acontecendo, seu cérebro não mais associava aquela situação aos enjoos, resposta ao estimulo condicionado que é o filme.
.
Após elucidar a associação do fictício método Ludovico à teoria behaviorista, mais especificamente no metodológico de Watson e, no radical de Skinner, nos permitiremos algumas observações proficientes ao assunto.... vocês irão gostar 😛...

É sabido que o filme Laranja Mecânica é baseado no livro de mesmo nome, do autor Anthony Burguess, que o publicou em 1962. Burguess era católico e acreditava muito na teoria de Santo Agostinho, a questão do livre arbítrio.

Skinner não acreditava no livre arbítrio, o que ele chamava de “homem autônomo”. Para ele, é o que as pessoas não conhecem e não conseguem explicar cientificamente. Aponta ainda, que se prestarmos atenção no ambiente, vamos conseguir explicar o comportamento.

Acreditar no livre arbítrio como Burguess ou não acreditar como Skinner não é o caso neste momento. Mas sim, apontar que Skinner certamente não concordaria com o fictício método Ludovico, de influência behaviorista. Sua negação seria proveniente da não aprovação da punição, pois pode gerar efeitos indesejáveis.

Para Skinner, no caso do “delinquente” nós precisamos olhar para o ambiente, verificar o que está causando aquele comportamento indesejável.... interessante neh?!

Voltando ao protagonista Alex, submetido ao fictício método Ludovico, pode-se apontar que o tratamento não foi eficaz a longo prazo por não tratar a causa de suas ações violentas.

Talvez a verificação, o olhar para o ambiente, como apontado por Skinner, fosse capaz de promover estimulo e resposta mais profícuas ao comportamento de Alex.

Afinal, a relação entre a teoria comportamental e o filme, está justamente no ambiente que, num primeiro momento era propício e favorável ao protagonista. Dentro de sua família e de seu circulo de amizades, ele era o “alpha” ... liderava, manipulava... sendo assim, podia expressar seus instintos e quem ele era de verdade.

Posteriormente, com sua prisão, passa a ser condicionado. Ele passa a ser o “manipulado”, a parte mais frágil da relação. A esse novo ambiente, ele precisa se adaptar e ter atitudes que atendam aos resultados esperados.

Depois disso, com uma tentativa, frustrada, de suicídio, ele passa a ter, novamente, o controle da situação. O ambiente volta a ser propicio aos seus instintos, o que traz à tona o sentimento de prazer em suas atitudes “perversas” ... em seu comportamento...

Ahhh... o comportamento... o ambiente... as ações... a teoria comportamental... nosso (s) comportamento (s)... 

Fica aqui nossa reflexão... lembrando que amamos o comportamento/ato de refletir... rsrsr

Bjooossss😘

Camila e Eliana!!!!

Fontes:


quarta-feira, 4 de março de 2020

Psicologia Cientifica x Senso Comum

Olá amigos!

Estamos imensamente felizes por essa nova experiência, não a criação de um blog (rsrs... tudo bem...assumimos que não é novo mas tem sido desafiador..😜..mas fica entre nós.. afinal, quem nunca não é mesmo?!...rsrsrs). A nova experiência é poder refletir, juntamente com vocês, temas relevantes em nossas aulas de "Psicologias", que são lindamente... fofinhamente (existe essa palavra?!..rsrs)... brilhantemente... enfim, tuuuudooooo de bom, conduzidas pelo Prof. Me. Janilton Gabriel de Souza.😍

Vamos lá!

Iniciaremos nossa reflexão definindo os "termos" a serem debatidos. Afinal, isso enriquece e contextualiza a discussão, não é mesmo?!

Para isso, contaremos com a contribuição do artigo de Amâncio da Costa Pinto. Aproveitamos para sugerir a leitura na íntegra, um artigo de leitura prazerosa e muito enriquecedora. Fica a dica!

Continuando...

Não apenas as definições, mas o artigo como um todo, permeará nossa abordagem, que contará ainda com o brilhante texto do psicanalista italiano Contardo Calligaris "A era da facilidade" (logo disponibilizaremos o texto).

Sabemos da complexa relação do tema, portanto, esclarecemos que o objetivo é refletir sobre o mesmo, uma vez que, a reflexão contextualiza o conhecimento, não o torna limítrofe, mas sim, em constante movimento.

Vamos lá!!!

"Senso comum é um corpo de crenças e conhecimentos culturais partilhados por um grupo ou comunidade acerca do funcionamento das pessoas e do mundo que as rodeia."

"A psicologia científica responde ao senso comum demonstrando as contradições (...) apresenta resultados de investigações psicológicas (...)"

Em suma, a psicologia científica comprova as ideias que permeiam o senso comum.

No artigo de Amâncio, que pauta nossa reflexão, ele destaca que os "difamadores" da psicologia afirmam que a psicologia não passa de senso comum, que apenas descreve os que as pessoas já sabem (...).

Esta afirmação nos leva a uma outra reflexão, não necessariamente outra, mas que bem comunga com a já exposta, o texto do psicanalista Calligaris. Ele nos diz que a procura de um consenso talvez seja o estilo que define nossa era, a era da facilidade, onde não se faz necessário pensar ou estudar, apenas propor clichês que possam cimentar consensos. Nossa!!! Ótima reflexão esta hein?!

Fica melhor agora com esta citação do mesmo texto de Calligaris:

"(...) infelizmente, a facilidade dos clichês empobrece o mundo e deixa somente duas posições 'a favor' e 'contra'. (...) sempre escolho um terceiro ou um quarto lugar, que não foram sequer mencionados."

Interessante escolher, assim como Calligaris, um terceiro, quarto, quinto, enfim, qualquer outro lugar que não nos limite entre estar "a favor" ou "contra" não é mesmo?!

Novas e diferentes ideias, novos fatos propõem um outro caminho que não seja o "contra" ou "a favor". Isso enriquece as discussões, nos traz novos questionamentos, enfim, contribui significativamente para, entre tantas outras abordagens, definir, confrontar, argumentar psicologia científica x senso comum.

Portanto meus queridos, não ficaremos... não fiquem à mercê de clichês que desembocam no "a favor" ou "contra", não afirmaremos... não afirmem, por exemplo, que a psicologia não passa de senso comum, que apenas descreve o que as pessoas já sabem!!!... 

Simplesmente reflitam! Reflitamos sobre as certezas que temos e/ou julgamos ter, as certezas que vieram e que virão nos confrontar, as certezas que perderemos, as que serão modificadas... que nossa certeza seja mesmo: "não ter certeza", pois isso nos fará buscar sempre!

Bom meus amigos.... hoje ficamos por aqui, logo voltaremos com novos temas... até lá desejamos que suas reflexões sejam incessantes e significativas!

Esperamos que tenham gostado desta nossa primeira de muitas postagens! Por gentileza, considerem esta nossa "1ª vez"... rsrsrs 😍... muitoo obrigadaaa!!!

Fiquem bem!!! Estejam bem!!!

Bjos😘

Camila e Eliana

Neuropsicologia

Oiiii amoreeesss!!!...😍 Nosso post irá tratar da Neuropsicologia!!!... Cérebro e comportamento humano...rsrsrs... Legal neh?! O q...